Continuação sobre o contexto e a história da personagem que, ao mesmo tempo, é uma criança e tem mais de 500 anos ─ e governa um país

Continuando a série “A história do que assisto, leio ou jogo…”, hora de continuar a história da Nahida, e de fazer algumas reflexões a respeito. Primeiro algumas explicações sobre alguns termos no texto que não foram ditos na parte 1:
Sumeru, antes da Nahida, era governado por três deuses amigos: Lord Maior Rukkhadevatta, na floresta tropical, a Deusa das Flores, uma sobrevivente de uma raça antiga chamada Seelie, e o Rei Deshret, no deserto. Cada um buscava seu ideal de sabedoria, o que levou o Rei Escarlate a descobrir e liberar o chamado Conhecimento Proibido.
Ao liberar algo que não é daquele mundo, Al Ahmar condenou a nação inteira a duas maldições, a Eleazar, uma doença degenerativa que afetava o povo, e o Definhamento, pequenos tumores que surgiam na floresta.
A Academia é uma instituição de ensino, composta de seis Darshans (ou escolas): Amurta (Biologia, Ecologia e Medicina, cor verde), Rtawahist (Astrologia e Astronomia, cor Azul), Spantamad (estudo de Reações e Mudanças Elementares, incluindo o estudo da ciência elemental e alquimia, cor Vermelha), Haravatat (Semiótica, linguística e estudos de runas, cor Preta), Vahumana (Etiologia, História, Sociologia e outras ciências sociais, cor Amarela), e Kshahrewar (Tecnologia, inclui estudos em Arquitetura e Mecânica, cor Branca). Mas também cuida da administração de Sumeru.
A história, nesta segunda parte, segue, de forma bastante resumida, os acontecimentos do jogo. Tudo pronto? Então vamos para a parte dois!
Quando o protagonista chega em Sumeru, tem uma visão de uma árvore sagrada onde apenas uma fala é dita…
“Mundo… Esqueça-me!”
Uma voz misteriosa ecoa na mente do Viajante assim que ele e sua companheira (Paimon) chegam à Sumeru, uma floresta enorme e exuberante. Os dois tentam buscam informações sobre a arconte tanto na Vila Gandharva quanto na própria capital, mas, ao chegar lá, cada um recebe um Terminal Akasha, dispositivo capaz de encontrar toda a informação que precisa a um pensamento de distância… Exceto sobre a Lord Menor Kusanali. Sobre sua antecessora encontra-se tudo, mas não sobre ela. Eles não eram “qualificados” para acessar tal informação.
Ao chegar na Cidade de Sumeru, o festival Sabzeruz, que comemora o aniversário da Arconte Dendro, mostrou-se uma verdadeira tortura: a tradição popular estava sendo duramente barrada, a ponto de Dunyarzad Homayani, jovem portadora de uma Eleazar que estava avançando rapidamente, ser a patrocinadora. Além do mais, ficar preso num Samsara (ciclo) de um dia se repetindo (não o tempo, que fique claro, mas o que aconteceu), tendo suas memórias(menos a muscular) apagadas a cada soar de alarme, e ver sua nova amiga quase morrer porque tanto a investigação quanto a resolução do problema eram complicadas demais para serem feitas antes da próxima reinicialização do dia, levou todos ao limite. No fim, ao descobrir que era um sonho programado pela Academia e quem era a hospedeira inconsciente, a dançarina Nilou, numa performance da Dança de Sabzeruz, o Samsara enfim termina, com apenas o Viajante, a Paimon e a Nahida (que descobrimos ser a Arconte Dendro) se lembrando do que aconteceu. Mais tarde, é revelado que os acontecimentos deste dia foram repetidos por 168 vezes, ou seja, por quase seis meses.

Alguns dias depois, uma emboscada força a dupla a se esconder no deserto. O povo de lá é tratado como inferior e mera ferramenta por parte da Academia, e guarda rancor do “Povo da Floresta”, acreditando que a Rukkhadevatta os traiu no passado e que, na verdade, foi o Rei Deshret o único a salvar seu próprio povo. Ao final da aventura, os segredos do passado são revelados (inclusive as mentiras espalhadas para que o povo do deserto se afastasse da floresta), e uma aliança se forma.

Agora, tudo está pronto para derrubar os sábios atuais da Academia e libertar a Arconte! Para isso, vários personagens se reúnem e organizam o plano: Viajante e Paimon, Cyno e Alhaitham (o General Mahamatra e o escriba que desertaram da Academia por desconfiar de suas ordens), Nilou (artista do grande Bazar), os eremitas Dehya e Rahma (do deserto). Foi uma verdadeira conspiração, mas tudo terminou bem, e Nahida é libertada.
Agora a história acabou, certo? Então, sobre isso…
Havia mais um problema a se resolver: a árvore sagrada Irminsul estava doente e precisava ser salva, pelo bem de todo aquele mundo. Nahida, o Viajante e a Paimon agora partiram para a última lembrança da Lord Maior Rukkhadevatta e, ao chegar no que restava de sua consciência, um pedido:
“(...) eu escolhi o galho mais puro da Irminsul como minha encarnação no próximo samsara, e deixei um rastro de pistas… Tudo na esperança que você viria aqui e removeria a mim e a minha poluição da Irminsul para sempre.”
“... Espere. N-Não… eu não posso!”
“Hehe, então você entende o que isso implica? Você é mesmo muito inteligente. Irminsul possui todo o conhecimento e memórias deste mundo. E como você percebeu agora… Me remover da Irminsul significa… Essencialmente, eu nunca terei existido neste mundo. Mas... essa é a única maneira de salvar a Irminsul.”
Não seria tão simples, não é? Lord Maior Rukkhadevatta percebeu que, ao purificar os danos do Conhecimento Proibido, ela e seu registro acabaram contaminados profundamente, e os danos continuaram, tanto a Eleazar quanto os pontos de Definhamento na floresta (fenômeno que corrompe e destrói a área afetada, como um tumor). A única forma de erradicar tudo isso seria apagar sua existência na Irminsul, fazendo com que a árvore (banco de dados) rearrume a história, incluindo quem ainda está registrado e todos em Teyvat se esqueçam de sua existência. Nahida hesita, muito… Mas é o que tem que ser feito.
Rukkhadevatta:
“Não precisa ficar triste. Como alguém que se deleita na sabedoria, você deveria ficar feliz por finalmente encontrar a resposta. Essas são as palavras em sua íntegra… a resposta que você tem buscado todo esse tempo:
QUE O MUNDO ESQUEÇA-ME COMPLETAMENTE.”
Assim, a maldição Eleazar desaparece, param de surgir novos pontos de Definhamento, e, por fim, a memória de todos (inclusive da Nahida e da Paimon) se altera, menos a do Viajante, pois ele não é de Teyvat. Assim, ele se torna uma testemunha dos acontecimentos daquele mundo, e a faísca que pode fazer tudo mudar.
Nahida: “Nós salvamos o mundo, certo? Então por que… por que estou chorando? Eu não sei de onde vem esse sentimento dentro de mim… Mas, me sinto muito triste…”
Finalmente, com tudo resolvido, o Terminal Akasha é encerrado, e todos os adultos de Sumeru agora podem voltar a sonhar ⎼ e a pensar por si mesmos. O povo do deserto, finalmente, vai receber Educação e tratamento de qualidade, em equidade aos da floresta. Sobre a Arconte, dois anos depois, os mesmos que organizaram uma conspiração para salvá-la de sua prisão, agora organizam, em segredo e pela primeira vez, o seu aniversário. E que promete ser bem animado!
"Somente os sonhos podem despertar a consciência da profunda escuridão.
(...) Salvar o mundo com o sonho das pessoas costumava ser a minha resposta.
Mas agora, vocês também encontraram a sua própria resposta, e eu retornarei todos os sonhos para o povo.
Adeus, povo de Sumeru.
Que vocês sejam abençoados com o mais doce dos sonhos."
(Lord Maior Rukkhadevatta, em "Animação de Cutscene - "O Cair dos Sonhos" | Genshin Impact")

[nota da escritora aqui - 1: até os itens do jogo alteram a descrição ou são censurados, tá? É uma confusão daquelas, só porque a Lord Maior Rukkhadevatta se sacrificou pelo seu povo!😕]
[nota da escritora aqui - 2: eu sempre choro quando assisto essa cena, não importa quantas vezes eu a veja...😭]
[nota da escritora aqui - 3: na terceira e (prometo que vai ser a) última parte, o que dá para tirar de reflexão desta história?🌱]


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