A justiceira do Amor-próprio


(Escrita em 27/11/2024, inspirada nas histórias de uma seguidora)

Não mexe comigo que eu ando armada!
Só que as minhas armas vão além da tua compreensão...
Não é possível vê-las ou tocá-las:
São elas minha língua e meu espírito.

Não mexa comigo que meu pavio é curto!
Mas a pólvora só explode com quem mexe comigo.
Só para os que acreditam que podem (e devem)
fazer o que querem e com qualquer um.
Comigo, não!

Sou paz e amor com quem merece,
e não vem de sola que eu só fico na minha...
Minhas armas têm alvos exatos e não agem sozinhas:
só reagem à injustiça.

Sou justiceira da minha honra!
Sou plena, e não aceito qualquer coisa.
Meu poder é meu, e não dou a ninguém.
Ninguém me ama mais do que meu eu interior.

Minha história é longa e eu dou o devido valor.
As cicatrizes não vieram apenas de brincadeiras de criança.
Elas são marcas de uma vida inteira.
Elas são visíveis e às vezes não:
estão na minha pele, na minha mente e no meu coração.

O ponto final de cada capítulo?
Eu que decido, claro!
O assunto aqui é a minha vida, não é?
Portanto, são os meus termos,
são as minhas regras,
e o encerramento também é meu.

E acabou.


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