
(Escrito em 12/06/2025)
Dia dos namorados... Todo mundo meloso... Mas tem um detalhe que ninguém te conta: o que a gente frequentemente chama de "amor", na verdade, é só "paixão" mesmo.
Não entendeu?
Então me acompanhe nessa reflexão melosa de um dia igualmente meloso...
Não entendeu?
Então me acompanhe nessa reflexão melosa de um dia igualmente meloso...
~❤️~
A história
Em uma noite de 2024, eu estava em um encontro dos alunos do terceiro ano do colégio, quando uma amiga minha me perguntou como é que funciona pra mim, visto que tenho um relacionamento de quase vinte anos. Como contexto, meu relacionamento atual começou justamente no terceiro ano do Ensino Médio, então a turma toda viu essa “história de amor” nascer. E agora, com o reencontro, viram que ela existe até os dias de hoje, em pleno 2025. Ela, com um relacionamento de dois anos na época, estava sentindo que a dinâmica dela com o esposo estava mudando. Pensei por alguns segundos (voz da experiência é coisa séria), e dei uma resposta sincera.
Confesso que não foi a minha intenção deixá-la pensativa.
~❤️~
A minha resposta
De fato, nos vendem essa ideia do "Amor empolgado": pupilas dilatadas, rosto corado, palavras emboladas, uma certa gagueira, respiração acelerada e, claro, tanto doce espalhado que é melhor nenhum diabético passar por perto. Só que tudo isso, na verdade, é Paixão. É. Fazer o quê?!? Enrolaram a gente. E as atitudes românticas? São gestos de afeto (essenciais em qualquer tempo), mas ainda não é amor.
No início de um relacionamento, a gente se apaixona por uma versão idealizada do outro, ao mesmo tempo que fazemos o mesmo com nós mesmos. Como uma dupla enganação, onde os envolvidos interpretam variantes perfeitas, escondem os defeitos e aliviam a visão dos problemas. E isso não é um absurdo nem falsidade, pois é natural buscarmos transmitir uma boa primeira impressão (e isso em qualquer lugar).
Com o passar do tempo, a convivência monta, aos poucos, uma armadilha: essa “máscara" (por assim dizer) vai se quebrando e se dissolvendo aos poucos, de ambos os lados. Afinal, é difícil manter essa tal versão idealizada por muito tempo. A gente vai se mostrando cada vez mais normal ao outro e fingindo menos que não está vendo as diferenças.
Aí aparecem os conflitos.
E a paixão começa a se desfazer.
Nem todo mundo aguenta a dor que esse processo gera e acaba terminando, seja por não aguentar ver o “lado cru” do outro (acredite, tem gente que tem problemas em lidar com defeitos dos outros), seja porque a pessoa, na verdade, é um monstro. Mas, aqui, estou (ao menos tentando) focar nos relacionamentos ditos saudáveis.
Se, ao final do processo de despir-se do lado ideal, ainda restar algo, ou seja, se você ainda quiser estar com essa pessoa no fim do dia, se ainda quiser dividir a vida com ela, se pensa nela como uma prioridade…
Bom, aí sim é que o amor começa.
Em outras palavras, não dá pra falar de amor antes das máscaras caírem. Até lá, é só paixão mesmo. O que não é ruim, afinal, é uma fase divertida e necessária para nos aproximarmos e conhecermos a pessoa com quem a gente tá. A gente só tem que tomar cuidado para não elevar as coisas ao que elas ainda não são.
E a paixão é divertida e eufórica, mas ainda não é amor, que é calmaria.
Paixão é Euforia, Amor é Calmaria.
~❤️~
Dito isso…
Peguei o cartão da foto abaixo (que ganhei de brinde no ano passado), deixei em frente à minha testa, deitei na cama ao lado do meu esposo, fiz a carinha do gato de botas e deixei ele ler. Ganhei um sorrisinho de canto de boca e um beijo.
Feliz dia dos namorados!

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