Diários de Um Exílio - Dia Zero

Depois da despedida 

(escrito em 15/07/2026)

Às vezes, para dar algum passo para frente, precisamos dar alguns para trás...
 
Parar um pouco a vida. Olhar o Mar. Pensar, refletir, refinar. Questionar tudo, a todos - e a si mesmo. De verdade.

Passar (sobrevivendo) pelo processo do luto (que nem sempre vem pela perda de um ente querido).

Lamber as feridas. Se reconstruir. Se reerguer. Encontrar motivos para viver de novo.

E decidir o que vai ser feito. Tudo isso olhando para o horizonte.

Se afastar do seu mundo habitual...
Refletir sobre as coisas...
Sobre o que vale ou não a pena.
Se refazer.
Se reerguer.
Mudar, ou voltar?
Perdoar, ou encerrar?
É possível o amor renascer em um relacionamento em luto?
É possível voltar para quem te feriu profundamente?
É possível reconstruir o que foi estilhaçado?
Ou voltar é se entregar a uma enganação 2.0?
Houve arrependimento verdadeiro?
Ou foi tudo teatro?
Ou foi mais uma série de mentiras?

Não sei.
Mas são questões que vem cercando a minha cabeça nesses últimos dias.
E a única coisa que sei é que o amor não cura nem aguenta tudo.
Quem disse isso, enrolou meio mundo.
Ou seja, até o amor tem limite.

"Mar, me leva..." surge em meio a ondas, areias, dúvidas e lágrimas.

[A primeira produção da série "Diário de um Exílio". Não sei quantos textos farei nem qual será a periodicidade, mas confie que agora eu não paro mais com o blog. 😉]

🗝️📜

Comentários