(Escrito em 23/07/2009)
espero tudo o que ela tem a me dar.
Após esperá-la,
absorvo tudo o que me passaram.
Ao absorver,
seleciono o que fica e o que sai.
Ao selecionar o que é bom,
construo minha personalidade.
Ao construí-la,
sou amada e odiada.
Ao amar,
experimento todas as proezas do amor.
De tanto experimentar, canso.
Quero me acalmar.
Ao me acalmar,
convivo com o imperfeito do meu amor.
Ao conviver, me decepciono.
Ao me decepcionar, me afasto.
Após me afastar, me entristeço.
Ao me entristecer, choro.
Ao chorar, me deprimo.
Ao me deprimir, passo a odiar minha decepção.
Ao odiar, de repente enxergo uma luz.
Ao enxergá-la, descubro que me amo muito.
Ao descobrir, vivo este amor-próprio.
Ao vivê-lo, começo a emergir para a vida ao redor do meu lar.
E, ao emergir para a vida,
sinto que estou a repetir versos...
Mas não me importo.
Nem me arrependo.
Já não sou a mesma.
Aprendi ontem, sou melhor hoje.
Sigo a ordem da vida
da melhor maneira possível.

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